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22/02/2021

Prefeitura busca alternativas mais baratas para resolver 'Rio Nações'

Entra ano e sai ano, e a solução para o problema crônico das inundações na Nações parece cada vez mais distante, diante do alto custo para a execução do projeto que, desde 2016, Bauru usa como referência. Em valores atualizados, a estimativa para investimentos é de R$ 550 milhões.

A prefeita Suéllen Rosim (Patriota) reconhece a dificuldade em viabilizar o plano e observa que as periferias da cidade também enfrentam graves desafios de drenagem. Contudo, diante do simbolismo do "Rio Nações" e, principalmente, do risco de que outras vidas sejam perdidas sob as águas a cada chuva intensa, Suéllen reconhece que o gargalo da avenida é uma das prioridades.

Não há recursos disponíveis para a execução da íntegra do projeto e a alternativa mais palpável, segundo a prefeita, é a busca de verbas junto a ministérios do governo federal.

Apontadas como "carta na manga" para resolver diversos esqueletos da cidade, as dezenas de milhões de reais do Fundo de Tratamento de Esgoto (FTE) que sobrarem após a conclusão da obra da ETE Vargem Limpa não são consideradas por Suéllen prefeita como possibilidade para combater as enchentes.

Ainda assim, ela fala do objetivo de, se não resolver completamente, mitigar o problema, a partir de alternativas às previstas no projeto original e métodos diferentes dos convencionais. A definição dessas estratégias é tarefa designada ao secretário de Obras, Marcos Saraiva, que já se debruça sobre os seis volumes que integram o estudo.

PISCINÕES E INTERVENÇÕES

Uma das alternativas estudada pelo secretário é a possibilidade de baratear o projeto, substituindo os quatro piscinões previstos por intervenções no Rio Bauru. Segundo Saraiva, é lá que o problema começa, pois as águas, em grande volume, correm em alta velocidade e atuam como um "paredão", que impede a descida da chuva que se acumula na Nações Unidas.

Inicialmente, a alternativa concebida pelo secretário estaria no aprofundamento da calha do rio, no trecho entre a Nações Unidas e a Marechal Rondon, associado à construção de duas barragens para represar e controlar a vazão: uma na região da Vila São Manoel e outra na altura do viaduto Nicola Avallone Jr.

De acordo com Saraiva, essas intervenções exigem menor investimento, mas ainda não é possível precisar quanto. "E tecnicamente, podem dispensar, em médio prazo, a necessidade dos piscinões, que ficariam embaixo de praças, que, depois, teriam que ser recuperadas", completa.

As propostas para o rio Bauru não dispensariam, contudo, o reforço de galerias sob a Nações.

TRÊS ETAPAS

Vale lembrar que o projeto original prevê a possibilidade de execução das obras em três etapas. A primeira exige 41,8% do custo estimado e contempla um piscinão sob o playground no Vitória Régia, novas galerias no trecho acima da Duque de Caxias, além de novas bocas de lobo e redes de águas pluviais nas regiões da Vila Universitária, Jd. Planalto e Jd. Brasil.

O resultado dessas ações já resultariam no Tempo de Retorno (TR) de dez anos. Isso significa que, em tese, a Nações só voltaria a sofrer com enchentes uma vez a cada década.

Com a segunda etapa, o TR já subiria para 25 anos, com um piscinão na Praça do Líbano, novas galerias entre a Duque e a rua Ezequiel Ramos, e reforço na microdrenagem do Centro e do Higienópolis.

Essas intervenções custariam 39,1% do custo do projeto. O TR de 25 era o mínimo exigido pelo governo federal para financiar projetos de macrodrenagem, de acordo com informações apresentadas em audiência pública em 2018.

Já a terceira etapa consiste em mais dois piscinões: um na Praça Salim Haddad, na Vila Universitária, e outro na Octávio Pinheiro Brisolla. Os projetistas alegam, que depois disso, a expectativa é de que a Nações só inunde uma vez a cada 100 anos.

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Fonte: JC Net
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