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21/02/2021

Só após segunda dose, organismo tem resposta imune ideal contra Covid-19

A campanha de vacinação contra a Covid-19 começou há algumas semanas em Bauru. Porém, a guarda não deve ser baixada em hipótese alguma. Especialistas explicam que as milhares de pessoas que já receberam a primeira dose - seja da CoronaVac ou da AstraZeneca/Oxford - terão a resposta imune ideal contra a doença somente após a segunda carga das vacinas.

E, mesmo quando isso ocorrer, o alerta segue valendo, uma vez que nenhum imunizante fabricado até o momento garante 100% de proteção contra o coronavírus. Por isso, até quem já foi vacinado com as duas doses deve continuar respeitando as medidas de biossegurança, como distanciamento social e o uso de máscaras.

De acordo com o médico infectologista Taylor Endrigo Toscano Olivo, que trabalha em hospitais da rede pública e privada de Bauru, nenhuma das vacinas que estão sendo usadas na campanha bauruense é capaz de criar imunidade imediata após a aplicação das doses. E, como são de tipos diferentes, demandam prazos distintos para que o organismo crie a resposta imune.

No caso da CoronaVac, é injetado no indivíduo apenas o vírus da Covid-19 'morto' e, por isso, leva mais tempo para que o organismo comece a produzir anticorpos. "Consideramos que o corpo leva de duas a três semanas para ter capacidade de combater a doença a partir da segunda dose, que é aplicada depois de 21 ou 28 dias da primeira", explica Olivo, reforçando que, antes da segunda dose, o sistema imune ainda não possui a quantidade de anticorpos adequada para combater o coronavírus.

A AstraZeneca/Oxford, por sua vez, apresenta uma realidade diferente. Segundo Taylor Olivo, essa vacina é composta por um adenovírus, que é um vírus facilmente reconhecido pelo sistema imune, e, nele, é inserido um 'pedaço' do coronavírus inativado.

Dessa forma, o organismo cria anticorpos mais rapidamente, se comparado à tecnologia usada na CoronaVac. "Após duas semanas, a partir da primeira dose dessa vacina, o corpo chega a um nível adequado de resistência à Covid-19. Porém, estudos mostraram que uma segunda dose dela depois de três meses potencializa e muito a resposta imunológica, por isso é tão importante", observa o infectologista.

BIOSSEGURANÇA

Vale destacar que, de acordo com os especialistas, as pessoas vacinadas não desenvolverão a Covid-19 por efeito direto dos imunizantes. Porém, o que pode ocorrer é o vacinado ser infectado pela doença no prazo em que o organismo ainda está reagindo à vacina ou até mesmo após esse período, considerando que nenhuma delas têm 100% de eficácia contra o coronavírus.

"Existe um falso entendimento de que, agora, as pessoas podem relaxar nas questões de segurança. Mas não é bem assim. É importante que as pessoas continuem usando máscaras, mantendo o distanciamento social e, principalmente, evitando aglomerações, porque as vacinas garantem que o imunizado não apresente um quadro grave da doença ou morra por ela, o que ajuda a reduzir a sobrecarga hospitalar, mas ele ainda pode ser infectado e transmitir para alguém que não foi vacinado. Então, até que a Organização Mundial da Saúde avalie que é seguro relaxar nessas medidas, temos que mantê-las", finaliza o médico infectologista, Taylor Olivo.

Segundo a Prefeitura de Bauru, até este sábado (20), 23.615 pessoas já haviam recebido a primeira dose de uma das vacinas e a segunda carga já tinha sido aplicada em 3.129 delas.

A Secretaria Municipal de Saúde segue com a campanha de vacinação contra o coronavírus para idosos com 85 anos completos ou mais. Quem está compreendido nessa faixa etária deve procurar qualquer Unidade Básica de Saúde (UBS), Unidade de Saúde Família (USF) ou o Promai. Apenas as UBSs da Vila Falcão, Geisel e Mary Dota não aplicam doses da vacina, uma vez que são unidades de referência para o tratamento da Covid-19.

A pasta também continua com a vacinação dos idosos acamados. As famílias dessas pessoas que ainda não estão cadastradas na Prefeitura de Bauru devem entrar em contato com a unidade de saúde mais próxima para fazer o agendamento.

Já a aplicação da primeira dose de vacina para os profissionais e trabalhadores da saúde que não são da "linha de frente" da pandemia está suspensa, conforme o JC noticiou.

Por sua vez, os profissionais que lidam diretamente com a doença seguem recebendo a segunda dose do imunizante.



Fonte: JC Net
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