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04/05/2021

Tio e sobrinho aparecem mortos após furtar carne em mercado

Família acusa seguranças de entregarem a dupla para traficantes da região

Um homem e seu sobrinho, flagrados por seguranças furtando pacotes de carne em um supermercado, em Salvador, na Bahia, foram encontrados mortos horas após o crime. Eles tinham marcas de tiros e sinais de tortura.

Bruno Barros da Silva, de 29 anos, e Ian Barros da Silva, de 19, estavam furtando peças de carne no supermercado Atakadão Atakarejo. Os corpos foram achados no porta-malas de um carro abandonado.
 

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o supermercado não registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil.

A família das vítimas acusa os seguranças de terem entregado Bruno e Ian para traficantes da região. Isto porque uma amiga de Bruno revelou ter recebido um áudio de WhatsApp em que ele dizia ter sido pego furtando no mercado e pedindo R$ 700 para pagar as peças de carne. Ainda no áudio, Bruno afirma que os seguranças iam entregá-los a traficantes.

A mãe de Ian, Elaine Costa, detalhou a mensagem enviada por Bruno.

– Bruno ligou para uma irmã de consideração pedindo dinheiro para pagar as carnes, porque eles estavam no mercado de Amaralina. Bruno estava com ele [Ian] no mercado. Eles pediram pagamento das carnes, de R$ 700 reais, que os seguranças estavam pedindo. Na ligação, Bruno disse: ‘eles já estão me entregando, os seguranças do supermercado estão me entregando para os traficantes’ – disse a mulher ao portal G1.

Ela disse ainda que estavam tirando fotos dos dois e colocando nas redes sociais.

– Quando ele [Bruno] ligou, ele avisou que tinha sido ‘pego’ no Atakarejo, ‘pego’ com as carnes e pediu dinheiro para pagar o ‘resgate’. Alguém começou a tirar fotos e publicou nas redes sociais – disse Elaine.

Em nota, o Atakadão Atakarejo afirmou que “tratam-se de fatos que envolvem segurança pública e que certamente serão investigados e conduzidos pela autoridade pública competente”, e que a empresa “está à disposição e colaborando com todas as informações necessárias para a investigação”.

A comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa da Bahia acompanha o caso.

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